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Fábio de Oliveira: – Mulheres poconeanas, molas propulsoras do desenvolvimento do seu povo

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Mulheres poconeanas, molas propulsoras do desenvolvimento do seu povo

Autor: Fábio de Oliveira

Maior planície de inundação do mundo, o nosso Pantanal tem entre suas grandes riquezas a gente que lá vive. Hoje, quero falar especialmente das mulheres que, ao longo dos anos, tiveram grande participação no desenvolvimento das cidades que estão no bioma. Coragem e determinação são algumas das qualidades que todas elas têm em comum, passadas de geração e geração.

As mulheres poconeanas, como pude ver com minha avó e minha mãe, nascidas em Poconé, possui lugar de destaque no cotidiano do Pantanal. Elas são responsáveis pelo desenvolvimento econômico e social das comunidades onde estão inseridas. Molas propulsoras do desenvolvimento do seu povo.

Elas possuem uma capacidade de se multiplicar para conseguir desempenhar todas as suas tarefas. São mães, esposas, amigas, isqueiras, boiadeiras, enfim, são o que querem ser. E isso, tenho certeza, não foi concedido, mas conquistado por elas, com muita luta.

Boa parte das nossas tradições culturais são passadas de geração para geração pelas mulheres pantaneiras. A culinária característica, os causos e histórias contados nas rodas, tudo isso tem como grande protagonista a mulher poconeana.

Neste contexto, Poconé, porta de entrada do Pantanal, possui em sua rica história de 239 anos, mulheres que desempenharam papéis de destaque na construção da nossa cidade rosa. É nosso dever, enquanto homens, reconhecer toda a contribuição dada por elas, respeitando-as sob todos os aspectos e homenageando-as por tudo o que fizeram.

Em nome de Eleonora Rodrigues Carvalho Dorileo, Nilce Falcão (in memoriam), minha querida mãe, Benedita Pereira de Oliveira e minha amada esposa Nádia Fernandes Martins de Oliveira, quero parabenizar todas as mulheres poconeanas pela data, dar o meu apoio para a conquista da equidade e nunca me esquecer das valentes mulheres pantaneiras.

Fábio de Oliveira é advogado, contador e mestre em ciências contábeis

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Julio César dos Santos: – Uma reflexão sobre o papel da Arte em nossas vidas

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  Uma reflexão sobre o papel da Arte em nossas vidas

Autor: Julio César dos Santos

Embora nem sempre receba a atenção que merece no campo educacional, a arte é indispensável para a vida do homem. Nesse momento de pandemia, a sua importância está ainda mais perceptível. Devido a necessidade de isolamento social, vejo em entrevistas e ouço relatos de que o consumo de produtos artísticos tem ajudado a população a manter sua sanidade mental, seja assistindo lives pela internet ou escutando música: o número de assinaturas da plataforma Spotify aumentou em 31% nos últimos meses.

Muitas vezes, tem-se a impressão de que a Arte está relegada em nossa sociedade, fazendo parte da vida apenas de uma classe que detém o conhecimento do fazer artístico ou que possui poder financeiro. Mas, a arte não é apenas aquela considerada erudita ou clássica. Ela está presente no nosso dia a dia na forma de música, dança, teatro, filmes e outras formas estéticas.

Vivemos em uma época em que o acesso à tecnologia proporciona um consumo de informações inédito. As pessoas também esperam resultados e respostas rápidas para tudo e parece difícil mensurar o resultado prático da arte na vida das pessoas e qual é a sua função.

O que posso dizer é que a arte tem proporcionado um pouco de alegria e conforto neste momento tão difícil para a humanidade. E, como disse Goethe, não existe meio mais seguro para fugir do mundo do que a arte e não há forma mais segura de se unir a ele do que a arte. A arte nos une ao mundo.

Além disso, como professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso, uma instituição de ensino que se propõe a preparar o aluno para a vida e para o trabalho, posso observar como esse tema contribui para o desenvolvimento humano e social dos nossos alunos. O IFMT felizmente tem um forte direcionamento para a formação humana, qualificando nossos alunos não só para o mundo do trabalho, mas para o exercício da cidadania. Todos os campi oferecem opções de curso de artes, seja teatro, música, artes plásticas ou dança.

Também converso com colegas professores das disciplinas de Artes sobre o impacto dessa atividade em nossa sociedade. A arte produz senso de coletividade, traz leveza e alegria para a comunidade, estabelece mais relações entre as pessoas e com o mundo e desperta os alunos para o pensamento crítico.

O ser humano é um ser que nasce, cresce e morre e nesse processo busca pela sua sobrevivência e manutenção da espécie. Este caminhar da vida é similar ao de um animal não racional e o que nos diferencia deste? Muitos aspectos poderiam ser levados em consideração, mas dentre estes, a Arte é o que nos torna menos animais e mais humanos. Eu arriscaria falar que a função primordial da arte é nos tornar seres humanos mais humanizados.

Entendo que discutir esse aspecto nos levaria a longos textos e discussões acadêmicas para termos um maior aprofundamento, mergulho este que não cabe neste espaço de reflexão. Mas como educador, entendo necessário defender a existência da Arte para que os alunos possam ter uma formação completa em todos os campos que compõem a vida humana, tornando-se um cidadão apto para compreender, criticar, experienciar e, por que não, criar diversas formas expressivas da Arte.

Julio César dos Santos é doutor em história pela UFMT, especialista em gestão escolar, docente do IFMT e atualmente exerce a função de Diretor Geral do Campus Alta Floresta.

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