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Dra. Aline Dalavia: – Aumento da queda de cabelo e acne em meio a pandemia

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Aumento da queda de cabelo e acne em meio a pandemia

Autora: Dra. Aline Dalavia

Existe uma grande conexão entre nossa a pele e os sistemas nervoso central, imunológico e endócrino. E o isolamento social em meio à pandemia pode causar queda de cabelo e agravar a acne. Se um dos sistemas for abalado, pode acarretar em alterações, e isso vem acontecendo ao longo desse isolamento social, pois nem todos têm o psicológico preparado para se isolar do mundo.

Tenho recebido muitos pacientes com essas queixas em meu consultório. A pele é um órgão ligado ao sistema nervoso, então é muito comum em nossa área receber queixa de queda de cabelo, da piora da oleosidade, aumento da acne, aparecimento de vitiligo ou psoríase. Se o seu emocional não está bem, então o seu sistema de defesa e sua pele pedem se alterar.

A pele é o maior órgão do corpo humano, e ela sente o mundo externo, com isso, o estresse pode provocar diversos problemas, desde os mais leves como queda de cabelo ou aparecimento de espinhas, ou até mesmo agravar doenças de pele já existentes no paciente.

É importante manter um estilo de vida saudável, e cuidar da saúde psicológica para evitar que doenças de pele se agravem durante o período da pandemia, além disso, é importante cuidar da alimentação, porque, se não houver uma alimentação saudável, isso afetará diretamente no aumento da queda de cabelo e na piora da acne. Atividades físicas moderadas e algumas terapias também são recomendadas, como práticas de meditação, por exemplo, podem ajudar a prevenir o aparecimento destes problemas.

Contudo, se estressar neste período é normal e que alguns desses quadros, são questões temporárias.

A Covid-19 pode também causar lesões na pele. Pesquisas recentes comprovam a ligação entre a doença e o aparecimento de variadas lesões de pele, e estas podem se iniciar antes, durante ou depois do momento da infecção, muitas vezes em pacientes assintomáticos.

Entre as lesões, é importante destacar: placas vermelhas e arroxeadas nos dedos das mãos e dos pés, como se a pessoa tivesse uma inflamação ao redor das unhas ou fungo entre os dedos; urticária, que são placas vermelhas que coçam; descamação embaixo dos pés; e pele mais ressecada.

Dra. Aline Dalavia, é formada em medicina pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, e farmacêutica pela Universidade de Cuiabá – UNIC, e também é mentora do curso “Hands On de Toxina Botulínica e de harmonização facial”. https://draalinedalavia.com.br/ @dra.alinedalavia

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Dra. Alessandra Paes Barreto Arraes: – COVID-19 e a possibilidade de reconhecimento da doença como ocupacional

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COVID-19 e a possibilidade de reconhecimento da doença como ocupacional

Autora: Dra. Alessandra Paes Barreto Arraes

Após a suspensão do artigo 29 da Medida Provisória 927/2020, feita pelo STF (Supremo Tribunal Federal), passaram a divulgar a informação de que a COVD-19 passou a ser considerada doença ocupacional. Entretanto, esse não foi o efeito trazido pela decisão.

O artigo 29 da referida medida disciplinava que os casos de contaminação não seriam caracterizados como ocupacionais, salvo prova do nexo causal (relação entre o acometimento pela doença e o trabalho). O texto impunha ônus excessivo ao trabalhador, vez que obrigava o empregado a comprovar, em qualquer situação, que a doença tinha sido adquirida no local de trabalho. Caso contrário, seria presumido que a enfermidade foi contraída fora do ambiente laboral.

A suspensão do artigo citado pelo STF não atribuiu automaticamente caráter ocupacional a todos os casos de contaminação pelo novo coronavírus. A alteração apenas restabelece a situação anterior prevista na legislação previdenciária (Lei 8.213/91) a respeito da caracterização da doença ocupacional.

De acordo com a redação do artigo 20 da lei, apenas nos casos ali determinados, constantes da listagem do anexo II do Decreto 3.048/1999, a doença será presumidamente considerada ocupacional, sendo desnecessária a comprovação do nexo causal.

Fora das hipóteses citadas nos incisos I e II do dispositivo, conforme o parágrafo segundo do mesmo artigo, apenas em casos excepcionais haverá a presunção do nexo de causalidade entre o trabalho realizado. Vale destacar que a doença que não consta na lista prevista no Decreto apontado.

Assim, em todos os demais casos, é necessária a comprovação do nexo causal para que se caracterize determinada doença como ocupacional.

De acordo com a lei, é possível apontar, ainda, que a doença endêmica (por se disseminar por toda uma região) não é considerada ocupacional, exceto se houver prova de que decorreu de exposição ou contato direto relacionado à natureza do trabalho.

Da análise das considerações acima, no que se refere à COVID-19, há a necessidade de se comprovar o nexo entre a contaminação e o trabalho para caracterizá-la como doença ocupacional, uma vez que a doença é nova e não está prevista na lista do decreto 3.048/99. O novo Coronavírus ainda pode ser analogicamente inserido no parágrafo primeiro, letra “d”, do artigo 20 comentado, que dispõe sobre doenças endêmicas.

Assim, para os trabalhadores em geral, será necessária a análise de cada caso. De qualquer modo, nessas situações, cabe ao empregador comprovar que adotou todas as medidas necessárias de proteção do ambiente de trabalho para afastar o nexo causal e ao empregado demonstrar que, a despeito das precauções da empresa, adquiriu a enfermidade no local.

Já para os trabalhadores que atuam em atividades que, pela sua natureza, são consideradas de alto grau de exposição, como os profissionais da saúde e coveiros, a situação é diferenciada. Para eles, é possível presumir o nexo causal, tendo em vista que as próprias condições especiais do trabalho expõem os profissionais ao contato direto com o vírus.

Dra. Alessandra Paes Barreto Arraes faz parte do quadro de especialistas do escritório Aparecido Inácio e Pereira Advogados Associados e é bacharela em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em 2012. Especialista em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Cândido Mendes (UCAM-RJ), em 2014, inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil sob o n° 428.020.

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