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Dr. Rosário Casalenuovo: – Os da esquerda devem posicionar-se na direita
Os da esquerda devem posicionar-se na direita
Por: Dr. Rosário Casalenuovo
O nosso Brasil vive uma polarização nunca vista em toda a história, a esquerda sempre foi bem definida e articulada desde a década de 60. A direita ficou no tempo ligada à ditadura militar e era discriminada a ponto de nenhum político se dizer deste lado, pois poderia ser banido, eram os tempos do “Proibido proibir!!!”.
Agora as relações se tornaram horizontais, filho manda mais nos pais, alunos nos professores, bandidos são vítimas da sociedade, na qual o culpado é o assassinado.
Mas agora está surgindo uma moda contrária de se dizer de direita, a massa posicionou e políticos se assumiram como destros. Estou percebendo uma inversão no pêndulo da história, se fechou um círculo e começou outro, agora a gozação nas rodas do bar é para o amigo de esquerda.
Porém isso gerou um conflito ideológico na população. Como as torcidas nos estádios de futebol, definidas por cores diferentes, divididas por grade de ferro e policiais para não deixar a briga acontecer. Gritos e xingamentos são normais. Mas toda a rivalidade é esquecida na hora da Olla, onde se levanta e ergue-se os braços para formar uma onda, sendo que todo o estádio participa, porém somente o outro lado que vê, justamente o time contrário, então quem está fazendo a performance tem o intuito de agradar o lado adversário, os “inimigos”. Não é incrível, já que no estádio forma-se um só corpo. Lógico, depois voltam os xingamentos, naturalmente.
Gosto muito de observar os passageiros apressados no aeroporto de Brasília, gente de todo o Brasil chegando ou correndo para o GATE, ai, eu entro na esteira rolante que são colocadas para acelerar a velocidade, e estava ao meu lado um passageiro muito apressado para o voo. Normal, né? Mas nos deparamos com um pessoal, prostrado, passeando de esteira, olhando o teto (não é passeando na esteira, é passeando de esteira, parado nela como em um barco em Veneza). O cara ao meu lado reclamou e disse “os da esquerda devem se posicionar na direita para deixar livre para quem quiser passar, está escrito no início do vidro”. Eu lhe disse que neste momento político que estamos passando, será complicado você falar isto, pois quem é da esquerda, não mudará de lado mesmo. Direita, nunca. Rsrs
Esta eleição mostrou o poder da informação pessoal, a TV, jornal, nada influenciou na decisão dos votantes. A tática da desconstrução da imagem, não vingou. Depois da vitória destra, a oposição se dividiu em duas, os que entenderam que não adianta mais ser contra tudo e a todos que não sejam do partido, assim optaram por fazer uma oposição consciente, e esta turma isolou, deixou de fora os que estão bitolados continuarem no quanto pior melhor, “o mais ruim é mais bão”, enfim, torcida para o Brasil quebrar e o povo passar fome e assim vir o arrependimento dos eleitores implorando o grande retorno.
Os passageiros que pararam no lado sinistro (esquerdo) vão aprender com o tempo a mudar de lado, a deixar passar os que estão querendo chegar logo, avançar. Mas sempre vamos nos deparar com aqueles que não perceberam, que o Brasil tem pressa. Precisa voar, independente do time que estamos. Seria um sonho inocente o Brasil se unir em uma Olla de braços erguidos, torcendo e fazendo acontecer.
A oposição na política é fundamental, nos países que não ocorre isso, são ditaduras, a gente segue com as duas pernas, esquerda e direita e está tudo em equilíbrio por que ambas têm o mesmo objetivo de se colocar em movimento progressivo. As oposições que fazem a função apenas de destruir, deturpar e denegrir, agem sempre contra, independente do benefício que a situação está fazendo, não pode ser chamada de oposição, é degradação, é anarquia, pura maldade sem pensar o mínimo no Brasil e nos brasileiros, a fala dissimulada, populista e mentirosa se coloca como a salvadora da pátria e de todos que estão sendo vítimas das garras do Governo da situação.
Hoje os partidos contrários se “tocaram”, a maior parte está se propondo a agir com coerência, fazer a oposição pela razão. Assim acho que todos os partidos deveriam fazer, até mesmo os da situação. Por que não? Um posicionamento coerente com os princípios éticos e morais, patrióticos e constitucionalistas. Parece que o Brasil está diferente, o GIGANTE ACORDOU????
Será que posso ser otimista e achar que vamos colocar o Brasil nos trilhos, o povo está mais politizado? Sempre fomos pacíficos, queridos, simpáticos, festeiros, temos tudo para quebrar as diferenças, sermos um só povo de novo, escola com todos os partidos e não apenas um, o da esquerda, sexo é para 4 paredes, porém discutidos e aprendidos na escola na idade fisiológica certa, e fora delas temos pessoas que precisam ser amadas e respeitadas. Incluir os excluídos dizendo eu sou você, e considerando que a exclusão começa em casa com os pais, então a mudança de conceitos deve se iniciar no lar. Ou é mais fácil tentar mudar o mundo do que o próprio pai ? Não se muda o Brasil de fora para dentro, mas sim pelo nosso interior. Deixar o vizinho ficar rico, o empresário prosperar, entender que o Estado é filho e não mãe. Vamos começar? Ou será que pode dar pane na esteira?
Rosário Casalenuovo Júnior é diretor clínico do Instituto Machado de Odontologia; co-autor do livro Cirurgia Ortognática e Ortodôntica; presidente da ABOR-MT (Associação Brasileira de Ortodontia – SEC.MT) Especialista em: Ortondontia (Bioprogressiva e Arco reto); Ortopedia Funcional dos Maxilares Dor Orofacial e Disfunção de ATM Email: [email protected]
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Indústria que move sonhos e transforma vidas
Autora: Ulana Maria Bruehmueller* –
Ao longo de mais de 30 anos atuando na indústria, aprendi que ela representa muito mais do que produção e resultados. A indústria movimenta sonhos, gera oportunidades e impulsiona o crescimento de inúmeras outras empresas e profissionais que fazem parte dessa grande cadeia produtiva.
Grande parte do que produzimos depende do trabalho de outras indústrias, fornecedores de matérias-primas, transportadoras, prestadores de serviços e tantos outros parceiros que caminham conosco diariamente. Por isso, quando a indústria cresce, ela gera riqueza de forma direta e indireta, fortalecendo a economia e criando oportunidades para milhares de famílias.
Da mesma forma acontece com a geração de empregos. Não falamos apenas dos postos de trabalho dentro das fábricas, mas também de todos aqueles que surgem ao redor dela. São profissionais, pequenos empreendedores e empresas inteiras que se desenvolvem a partir da força da atividade industrial.
Ao longo dessa trajetória, atravessamos mudanças de governo, planos econômicos, crises, insegurança jurídica e inúmeros desafios que exigiram capacidade de adaptação e resiliência. E talvez um dos maiores aprendizados seja justamente continuar acreditando, mantendo o entusiasmo para investir, inovar e seguir crescendo, mesmo diante das incertezas.
Porque existe algo que move o industrial brasileiro além dos números. Existe o sonho de construir algo duradouro, gerar desenvolvimento, transformar vidas e deixar um legado para as próximas gerações.
*Ulana Maria Bruehmueller é diretora executiva da Refrigerantes Marajá
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