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Diego Leporati: – O poder da organização

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                   O poder da organização

Autor: Diego Leporati

Parece inimaginável nos dias de hoje, com tantos recursos tecnológicos, faltar organização nos ambientes de trabalho.

E eu não falo de organização física, como mesas atenuadas e documentos ordenados. É a organização do fluxo de trabalho que merece atenção especial.

Em um mundo em que tudo acontece o tempo todo em uma velocidade assombrosa e as demandas são cada vez maiores, mais complexas, mais desafiadoras, com menos prazo e menos budget, eleger prioridades e estratégias de gerenciamento não são tarefas fáceis.

E é aqui que entra a necessidade de organização extrema. As mentes criativas das agências estão acostumadas (mesmo não sendo nada fácil) a criar com deadlines insanos. Até aí tudo bem. A questão é que o resultado da soma de muitas demandas + prazos cada vez menores + budgets desafiadores + falta de organização, só pode resultar em problemas. Seja pela criatividade rasa, noites viradas trabalhando, insatisfação com o resultado final, desalinhamento de equipe, burnout ou qualquer outro resultado negativo, a falta de organização atinge todas as esferas do trabalho de maneira agressiva e, muitas vezes, irreversível.

E a organização começa com cada um. Não se cria uma equipe altamente alinhada do dia para a noite. É preciso exercitar a auto crítica, conversar aberta e horizontalmente com todos os componentes e mais do que isso, estar aberto a aprender, desaprender e reaprender. Às vezes ficamos muito presos em modelos ultrapassados de comportamento, processos ou atitudes, mas é necessário se questionar e reinventar diariamente para não cair na mesmice. Quando estamos cansados, precisamos aprender a descansar e não a desistir. E se a equipe, o job ou a agência valem a pena, é indispensável desenvolver uma rotina de organização. Na pior das hipóteses, é possível enxergar o foco (e não a pessoa) do problema. Na melhor, todos trabalham mais felizes e com mais autonomia.

Diego Leporati é jornalista, produtor cultural, especialista em planejamento de live marketing e planner sênior da agência Netza

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Regina Silva: – Como o mundo, professores nunca mais serão os mesmos

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Como o mundo, professores nunca mais serão os mesmos

Autora: Regina Silva

Mulher em pé posando para foto Descrição gerada automaticamente Diante do cenário que estamos vivenciando, os desafios são gigantes para a educação como um todo e para os professores em particular. O mundo está se transformando e não voltaremos “ao normal”, pois o normal será uma nova realidade, muito diferente do que estávamos vivendo até a pandemia de covid-19. O mundo, provavelmente, não será o mesmo. A Educação e os professores também não. São muitos os aspectos que devem ser levados em consideração, como também, as inúmeras incertezas: durante quanto tempo as escolas ficarão fechadas? Como será a regulamentação? Como garantir a qualidade e o cumprimento do currículo? Como engajar alunos e famílias nesse nosso modelo? Mas, deixando de lado as incertezas e sobre as quais não temos domínio, vamos focar especialmente no papel do professor, que precisa se reinventar para continuar cumprindo sua missão de mediar a aprendizagem dos estudantes.

O processo de ensino e aprendizagem se transforma neste contexto. As formas habituais de lecionar precisam ser revistas. É preciso modificar o planejamento pedagógico e encontrar alternativas para envolver, motivar e propiciar o desenvolvimento dos estudantes, mesmo que a distância. A profissão de professor envolve muita relação interpessoal e acolhimento. Talvez aqui esteja a maior perda. A falta do olho no olho e das interações entre professores e alunos assim como entre alunos e os colegas. Um dos principais desafios é adequar aulas, materiais e atividades para outro modelo que não o presencial. Muitas tecnologias estão sendo disponibilizadas neste momento de crise. É uma avalanche de informações, o que torna muito difícil encontrar a melhor solução para atender a essa necessidade não planejada de ensinar além dos muros da escola.

Apesar da grande maioria dos professores utilizar regularmente as tecnologias no dia a dia, a situação fica mais complicada quando se trata de conhecer e dominar novas ferramentas e metodologias para adaptar as aulas a um novo formato. Isso exige um tempo que não temos. Inclusive, muitas escolas no país estão definindo férias de vinte dias para que suas equipes se preparem melhor e desenvolvam conteúdos e dinâmicas adequados para as aulas a distância. Outro grande desafio é a falta de infraestrutura necessária para aulas a distância nos lares, especialmente em se tratando de estudantes da escola pública. Essa questão, de homeschooling, não pode ficar à margem, pois temos que garantir uma educação não excludente. A falta de tempo e preparo das famílias para mediar a realização de atividades pedagógicas torna a situação o ensino em ainda mais complexo.

Existe o fato, ainda, de que os desafios são diferentes para alunos das diferentes faixas etárias, já que é possível adaptar recursos para atender desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Porém criatividade, objetividade e simplicidade são os postos-chave para este momento, independentemente da idade dos estudantes. A crise consolidou algo que já sabemos: alunos estão mostrando que as instituições formais de ensino já não são mais os principais locais para buscar informações e aprender. Portanto, precisamos reinventar a escola como espaço relevante de aprendizagem para que cumpra seu papel de formar estudantes a fim de interagir com criatividade, ética e responsabilidade na sociedade em que estão inseridos.

As tecnologias digitais podem ajudar a tornar esse desafio menos estressante para todos os envolvidos nos processos de ensinar e aprender. Plataformas adaptativas, por exemplo, permitem ao estudante seguir o próprio caminho de aprendizagem de uma forma mais autônoma, seja recuperando dificuldades individuais ou avançando para conceitos mais complexos. Os dados coletados no decorrer da realização das atividades auxiliam o professor a acompanhar, mesmo que a distância, o desempenho de cada aluno e a intervir quando a mediação se faz necessária. É apenas um exemplo de como os tão propalados Big Data e Inteligência Artificial podem ajudar o #FiqueEmCasa a ser mais produtivo e envolvente.

Oferecer conteúdo relevante, bem dosado, com interação e uma rotina de produção para que os alunos participem de forma ativa das atividades, compartilhando ideias e dando devolutivas, pode assegurar maior interesse e compreensão dos conceitos abordados. Metodologias ativas, educação 4.0, autonomia do aluno, temas voltados para educação e amplamente discutidos em congressos, seminários, simpósios entre outros eventos agora ganham destaque e é o momento para colocá-los em prática.

O professor, depois do covid-19, assim como qualquer um de nós (inclusive os estudantes), será um profissional mais preocupado com o outro, que valoriza as relações interpessoais. A principal transformação que a crise nos trará está ligada ao envolvimento, engajamento e determinação para fazer e ser diferente. Quando as aulas presenciais retornarem, o professor certamente estará mais antenado às estratégias diferenciadas e ao novo. Será capaz de enxergar, avaliar e aliar o interesse dos alunos aos recursos usados em sua prática pedagógica diária. Isso proporcionará mais dinâmicas para aulas, engajamento dos alunos e, consequente, mais aprendizagem. Estamos prestes a vivenciar a decolagem da Educação 4.0 no Brasil, definitivamente.

Regina Silva é diretora pedagógica da unidade de tecnologia educacional da Positivo Tecnologia e especialista nas soluções para escolas disponíveis em http://tecnologia.educacional.com.br

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