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Covid-19 e Influenza: informação e cuidado são essenciais

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Autor: Abdon Salam Khaled Karhawi –

Estamos mais uma vez às voltas com aumento de casos de Covid-19 e, como nas outras curvas ascendentes, informação e cuidado são fundamentais para que não haja um número ainda maior de pessoas infectadas. Isso é importante porque, de acordo com o que estamos vendo fora do país, como nos Estados Unidos, Europa e África do Sul, onde apareceu pela primeira vez a nova variante Ômicron, o Brasil ainda vai enfrentar seu pico. E isso pode ocorrer em algumas semanas.

A Ômicron é uma mutação da Covid-19 (SARS-Cov-2) e tem uma característica importante, que é uma capacidade de contaminação maior. Quanto à gravidade, realmente existe uma documentação científica mostrando que é menor em relação, por exemplo, à Delta e a Gama. Mas isso não quer dizer que podemos relaxar ou ficar menos preocupados. Como a Ômicron é duas ou três vezes mais contaminante que as outras, vai haver um número muito alto de infectados e a quantidade de pessoas internadas em enfermarias ou UTIs acabará sendo igual ou até mesmo superior ao que vimos com as outras variantes. É uma questão puramente matemática.

Isso é um grande problema, porque, diferente dos outros picos, as redes, tanto particular como pública, podem não ser capazes de absorver esse aumento de forma satisfatória. Dizer que a Ômicron é menos mortal é, portanto, relativo, pois se aumentar muito o número de pessoas contaminadas haverá um estresse do serviço de saúde. A incidência mundial está mostrando isso. Basta tomarmos como exemplo os Estados Unidos, onde aumentaram muito os casos da nova variante e a mortalidade está subindo também. Não é uma coisa tão simples.

Na verdade, o sistema de saúde vai ter que se reestruturar de novo. Há uma estrutura básica de saúde, seja ela particular ou privada, que funciona no seu dia a dia com atendimento de várias patologias. Obviamente, quando há uma pressão muito grande, como a que estamos vendo, com aumento de casos tanto de Covid-19 como de Influenza, será necessário que as unidades revejam seus processos. Ficará certamente mais complexo com o aumento do fluxo tanto nos Pronto Atendimentos como nas internações. Além disso, é preciso tomar cuidado para não misturar os pacientes, que acabam contaminando uns aos outros com os dois vírus.

Este é um primeiro ponto, a mistura de duas epidemias. O segundo ponto é a internação. O que aconteceu na primeira e na segunda ondas? Nós tínhamos estruturas hospitalares que estavam fechadas para atendimento só de Covid-19. Hoje não. Estamos com um fluxo que está além do normal da rotina dos hospitais – cirurgias eletivas, cirurgias de urgência, doenças não contagiosas – por conta de uma demanda reprimida em um ano e meio de pandemia. Não tem mais como ser como antes, fechar unidades só para atendimento de Covid, principalmente na rede privada.

Outro aspecto que deve ser levado em conta são as similaridades entre a Covid-19 e Influenza. Ambos são causadores de síndromes respiratórias, portanto seus sintomas são parecidos. Para que o médico possa definir com mais precisão os tratamentos, o paciente precisa saber definir quando começaram e como são os sintomas. Esse histórico é fundamental e ajuda o sistema de saúde. As síndromes clássicas de Influenza costumam começar o quadro com febre alta de imediato, muita queixa respiratória, coriza, congestão nasal. A Covid-19 começa com febre baixa, às vezes sem febre, dor de garganta, cefaleia (dor de cabeça) e vai evoluindo. Os tempos de evolução são diferentes também. A Influenza é mais rápida, define a gravidade rapidamente, em três, quatro dias. Diferente da Covid-19, que demora às vezes uma semana.

É verdadeiro, infelizmente, que o Brasil pode atingir o pico de 1,3 milhão de infectados por dia pela Covid-19 em meados de fevereiro, segundo estimativas da Universidade de Washington. Mas, volto a afirmar, podemos tentar ajudar a minimizar esses impactos nos informando e fazendo o que já vínhamos fazendo desde o início da pandemia – e que eventualmente acabamos relaxando com a progressão da vacinação e a queda no número de mortes.

As precauções são fundamentais. É necessário que as pessoas entendam isso, que ainda não dá para abandonar esses hábitos. Não podemos subestimar a Covid-19. Precisa haver uma seriedade com esse cuidado, isolamento quando estiver doente, manter uso de máscaras em ambientes fechados, aglomerar o mínimo possível, higienizar sempre as mãos. Temos que esperar até a pandemia acalmar de fato.

E, claro, procurar o serviço médico quando os sintomas forem mais graves ou persistentes. Se eles estiverem leves, o melhor mesmo é isolar-se e controlar os sintomas com analgésicos e antipiréticos (contra a febre), beber bastante líquido, repousar.

Vamos vencer a Covid-19, mas não sem um esforço conjunto de todos.

Abdon Salam Khaled Karhawi é infectologista, professor universitário e coordena a UTI do Hospital H-Bento, em Cuiabá (MT)

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Qual o meu desconto para pagar as dívidas do FIES?

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Autora: Gisela Simona –

No finalzinho de dezembro de 2021 muita gente comemorou a Medida Provisória de n. 1.090/2021 que garante a regularização de débitos vencidos e não pagos do Fundo de Financiamento Estudantil – FIES, mas existem dúvidas sobre quem verdadeiramente será beneficiado com a medida e qual o percentual de desconto de cada um.

Vale o registro que o FIES é um programa do Governo Federal destinado a concessão de financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores de universidades privadas, com avaliação positiva pelo MEC.

Assim, é importante saber que a medida beneficia alunos que aderiram ao FIES até o segundo semestre de 2017 e os benefícios significam descontos e até perdão dos juros e das multas, parcelamentos e abatimento no valor principal da dívida.

O maior desconto será para os estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias, contados da publicação da MP n. 1.090 de 30/12/2021, que estejam no Cadastro Único de Programas Sociais – CadÚnico ou que tenham sido beneficiários do Auxílio Emergencial 2021, com desconto de 92% do valor consolidado da dívida, inclusive principal, por meio da liquidação integral do saldo devedor.

Na sequência será concedido um desconto de 86,5% para os estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias, contados da publicação da MP n. 1.090 de 30/12/2021, que não estejam no CadÚnico ou que não tenham recebido o Auxílio Emergencial em 2021.

Também terão descontos os estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 90 dias, contados da publicação da MP n. 1.090 de 30/12/2021, sendo esse desconto da totalidade dos encargos e 12% do valor principal, para pagamento à vista ou mediante parcelamento em até 150 parcelas mensais e sucessivas, com redução de 100% de juros e multas.

A Medida Provisória irá beneficiar cerca de um milhão de contratos, sendo 548 mil de inadimplentes inscritos no CadÚnico ou que tenham recebido o Auxílio Emergencial em 2021 e mais 524,7 mil contratos dos demais inadimplentes.

Referida medida está vigente desde sua publicação e para aderir à renegociação da dívida do Fies, o estudante terá que procurar os canais de atendimento agentes financeiros, ou seja, do banco que fez o seu respectivo financiamento.

Para saber mais sobre seus direitos nos siga nas redes sociais @giselasimonaoficial.

  • Gisela Simona é advogada, especialista em Direito do Consumidor.
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