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Consequências

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Autor: Francisney Liberato*

É melhor pensar antes de agir do que viver a vida remoendo o que deveria ter evitado.

Tudo o que fazemos em nossa vida gera consequências. Nem eu e nem você está imune do reflexo de nossos atos, sejam eles bons ou ruins.

De acordo com a lei de Isaac Newton, toda ação gera uma reação, isto é, toda causa traz consigo uma consequência ou efeito, ou seja, se a causa for positiva, consequentemente, o resultado será positivo, por outro lado, se a causa for negativa, o efeito será negativo.

Pense, por exemplo, numa situação em que você estava extremamente estressado e, ao chegar em casa, a sua esposa o provocou. Como se não bastassem os problemas adjacentes, você ainda teve que lidar com aquela situação.

Devido ao seu estresse, acabou perdendo a paciência a ponto de ofender a sua companheira.

Transcorridas algumas horas, você se arrepende da ofensa que fez, contudo, ela, que aparentemente aceitara suas desculpas, ainda traz no íntimo a tristeza.

Perceba que não está mais no seu controle o que sua atitude gerou, antes deveria pensar na aplicação de algumas técnicas de autocontrole, para assim evitar a situação descrita.

Fato é que lidar com as emoções nem sempre é fácil, pois elas são muito mais rápidas do que a nossa racionalização, por isso, é necessário ter autocontrole para “puxar as rédeas” da emoção e assim conseguir dominar o “eu” rompante, e ter uma vida menos agressiva.

Não dá para viver alimentando a mentalidade de que é impossível dominar as próprias emoções. Não podemos viver trazendo consequências negativas para as pessoas que estão próximas a nós.

É necessário mudar a forma de pensar, treinar, lutar, batalhar, coordenar, controlar, e ser o dono da gestão da sua vida, sendo o autor principal da sua história. Se você deseja mudar a sua vida de forma sustentável, indico o meu livro “Mude sua vida em 50 dias”.

Quer hoje transmitir consequências positivas de sua vida para as demais pessoas? Quer entender, compreender, analisar e treinar o domínio da emoção? Quer ser uma pessoa melhor e mais feliz? Quer transmitir amor e felicidade para as pessoas? A forma que você tem para fazer tudo isso é por intermédio da gestão da emoção. Esteja no controle da sua vida.

*Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas. Escritor, Palestrante, Professor, Coach e Mentor. Mestre em Educação pela University of Florida. Doutor em Filosofia Universal Ph.I. Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Vice-presidente da Associação Brasileira dos Profissionais da Contabilidade – ABRAPCON. Membro da Academia Mundial de Letras.

Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole”, “Fenomenal”, “Reinvente sua vida” e “Como passar em concursos – Vol. 1 e 2”, “Como falar em público com excelência”, “Legado” e “Liderança”.

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Mais crianças com miopia: uma triste realidade do século XXI

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Autor: Pedro Duraes*

Não é de hoje que a comunidade médica vem se preocupando cada vez mais com a visão das crianças. Bem antes de 2020 já era comum que víssemos os pequenos continuamente focados na tela de celulares e tablets em momentos em que deveriam estar gastando a energia em brincadeiras ao ar livre. Porém, com a necessidade de manter as crianças em casa por dois anos – muitas delas com condições de comorbidade e, assim, mais suscetíveis à Covid-19 – essa questão aumentou consideravelmente, principalmente com as aulas online.

Nós, seres humanos, somos resultado da evolução. E a evolução consiste em mudarmos, ao longo de muito tempo, alguns aspectos físicos, biológicos e fisiológicos, de forma a adaptá-los a novas necessidades. Com a rápida ascensão da internet e das tecnologias digitais neste início de século, ainda não tivemos tempo para evoluir os olhos a ponto de garantir a saúde ocular das gerações atuais frente à exposição de telas e luzes brancas com que temos que lidar continuamente. O que acontece, então? Acontece que as pessoas estão desenvolvendo mais problemas visuais, cada vez mais cedo, e nossas crianças também.

Um estudo feito com crianças chinesas e publicado pelo periódico JAMA Ophthalmology no início deste ano revelou os primeiros dados analíticos em larga escala sobre o fato de a pandemia ter aumentado – e ainda estar aumentando – os casos de miopia entre a população infantil. Segundo os números publicados, entre os anos de 2015 e 2019 a incidência de miopia em crianças de seis anos era de 5,7%. Em 2020, esse número saltou para 21,5, sendo que o aumento também foi percebido nos menores de sete e oito anos. Em todos os casos, o estudo indica que esse resultado se relaciona diretamente com o fato de as crianças se forçarem a olhar algo muito de perto – situação que se observa quando elas usam smatphones, tablets e fazem aulas online.

Até agora falei de crianças em idade escolar. Mas, e quando se trata de crianças ainda menores de dois anos? Bom, aqui é importante dizer que, nesse período da vida, as crianças têm um tecido ocular maleável e que se deforma com facilidade, favorecendo o surgimento da miopia.

A miopia tem fatores genéticos e ambientais – filhos de pai ou mãe míopes têm mais chances de desenvolver o distúrbio visual – e é caracterizada por um globo ocular mais “longo”, o que provoca a formação da imagem antes que a luz chegue até a retina, causando dificuldades em ver de longe. Porém, se considerarmos a realidade das crianças do século XXI, a causa desse aumento está mais ligada ao uso de telas do que à hereditariedade. É verdade que, antigamente, não havia um cuidado preventivo como há hoje, com os responsáveis levando seus filhos para começarem cedo nas consultas com oftalmologistas – se há mais cuidados e exames, também há mais diagnósticos e mais crianças usando óculos. Por outro lado, o estilo de vida que levamos atualmente favorece, sim, o surgimento de problemas oculares e não deixa de ser alarmante indicar lentes de grau alto a crianças tão pequenas por razões que são, sim, possíveis de serem evitadas ou contornadas.

Tudo bem que elas são a geração Z, que já nasceram imersas em tecnologia e no mundo digital, mas os cuidados com os excessos transcendem as gerações e, assim como o próprio ser humano, também precisam evoluir conforme as necessidades do momento. E a necessidade, neste momento, é: evite que seus filhos passem tempo demais em telas. As crianças são o nosso futuro e precisamos que elas enxerguem longe.

*Pedro Duraes é oftalmologista e professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro – Unisa

Fonte: 

https://jamanetwork.com/journals/jamaophthalmology/fullarticle/2774808

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