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Como as pessoas aprendem?

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Autora: Jaqueline Marchetti –

Muitas pessoas já se questionaram sobre como o aprendizado acontece ao longo da vida humana. Memorizamos tanta coisa no ensino tradicional e agora nos questionamos sobre onde aquele conhecimento foi parar. Lembram-se das muitas fórmulas de matemática? E as leis da física? Sem contar as grandes datas de guerras e eventos históricos? É muito questionado sobre o sumiço dessas informações todas na nossa mente através dos anos.

Há muitos estudos sobre como o ser humano aprende e se desenvolve e, graças a estes estudos, novas metodologias nasceram. As escolas adotam há séculos uma metodologia passiva e nela os professores são os protagonistas da educação, isto é, são os transmissores de um conhecimento que seus alunos supostamente não detém. É um processo de ensino, de transferência de conhecimento. Atualmente, porém, o debate vai além, focando no processo de aprendizagem, e não mais no ensino por si só.

Aprendizagem, de acordo com o dicionário Priberam, significa:

Ato ou efeito de aprender;
Tempo durante o qual se aprende e;
Experiência que tem quem aprendeu.
Ensino, por outro lado, significa:
Dar aulas ou lições;
Dar aulas ou lições de (ex.: ensinar a ler e a escrever; ensinar matemática);
Preparar para determinada tarefa, ação ou prática. = ADESTRAR, TREINAR;
Transmitir experiência, princípios ou normas de conduta (ex.: os pais ensinaram ambos os filhos a serem independentes).

Fica clara a diferença existente entre as duas palavras e os sentidos que elas podem dar a todo o processo. Não se trata mais de ensinar alguém sobre determinado assunto. Trata-se de trocas, de fomentar a aprendizagem através de práticas não tão estimuladas. E é a partir daí que as metodologias ativas passam a ganhar foco.

Mas, afinal de contas, o que é metodologia ativa?

É um modelo no qual o estudante encontra-se no centro do processo de aprendizagem. Ele não é mais apenas um mero espectador, mas personagem principal e ativo. O professor, neste modelo, atua como um mediador de discussões e não mais como apenas o único detentor de conhecimento.

Discutir, praticar e ensinar são os métodos mais eficazes no processo de aprendizagem e, se pensarmos nas práticas da metodologia passiva, fica mais fácil de entender por que é uma estratégia de aprendizagem alvo de debates e críticas nos dias contemporâneos. Ler, escrever, observar, práticas comuns no ensino tradicional, apontam um baixíssimo nível de retenção do conteúdo, mas geram, por outro lado, a reflexão: se a retenção é mínima, por que a utilizamos tanto?

A partir de reflexões como essa, é importante incentivar a utilização de metodologias que centralizam o estudante durante todo o ciclo de aprendizagem. Dentro do Starters, programa dedicado para os primeiros desafios da área que o colaborador da Creditas atuará, nos aventuramos com uma grade de treinamento de um mês baseada na metodologia 70:20:10. É uma metodologia que não exclui o aprendizado teórico, mas fomenta mais momentos de prática e aprendizado com o outro, se tratando, portanto, de uma quebra de paradigma por si só.

É preciso conduzir a prática de treinamentos por metodologias que colocam o colaborador no centro, como agente direto de seu próprio desenvolvimento. É um novo entender, fomentamos e precisamos ser autônomos e protagonistas de nossas carreiras e, claro, isso perpassa pelo ciclo de aprendizagem e desenvolvimento.

Jaqueline Marchetti, coordenadora de T&D na Creditas

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O Dia Nacional da Advocacia Pública

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Autor: Igor Veiga Carvalho Pinto Teixeira

No dia sete de março é comemorado o Dia Nacional da Advocacia Pública. A escolha da data nos remete a sete de março de 1609, ainda no Brasil colônia, quando foi criado o cargo de “Procurador dos Feitos da Coroa, da Fazenda e do Fisco”, sendo um antecessor das funções atualmente exercidas pela Advocacia Geral da União e Procuradorias dos Estados, Distrito Federal e Municípios.

Em 2011 foi proposto o PLC 103/2011 na Câmara dos Deputados visando transformar em lei o Dia Nacional da Advocacia Pública, a ser comemorado anualmente dia sete de março. Após a regular tramitação no Congresso Nacional, foi sancionado o projeto pela presidenta Dilma Rousseff criando a Lei ordinária nº 12.636/12, que instituiu a data comemorativa.

Apesar da aparência de ser apenas mais uma data comemorativa, a referida Lei é uma grande vitória para todos os membros da advocacia pública, bem como da sociedade que é direta e indiretamente beneficiada pelos advogados e advogadas públicas que trabalham incansavelmente por todo país com objetivo de viabilizar políticas públicas e orientar os gestores para o caminho da legalidade em suas ações.

De acordo com a Seção II do Capítulo IV da Constituição Federal de 1988, a Advocacia Pública pertence às funções essenciais à Justiça, ou seja, órgãos permanentes que são indispensáveis para o regular funcionamento do sistema judiciário brasileiro, ao lado do Ministério Público, da Advocacia e da Defensoria Pública.

Ademais, a Advocacia Pública vem sendo muito atuante no combate à pandemia de coronavírus, sendo que em junho de 2020, no auge da denominada “primeira onda” a Procuradoria do Estado de Mato Grosso garantiu a entrega e instalação de 50 (cinquenta) ventiladores pulmonares aos hospitais mato-grossenses, o que ajudou a salvar milhares de vidas. Recentemente, o referido órgão garantiu a aplicação do Decreto 836/2021 a capital do Estado que havia editado uma normativa mais flexível em relação ao funcionamento de estabelecimentos comerciais e ao toque de recolher. Com efeito, as medidas adotadas apesar de severas, são essenciais para a proteção da população, tendo em vista a grande taxa de transmissão do vírus e altos níveis de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva – UTI e de enfermaria.

Em nível nacional, a Advocacia Pública vem sendo imprescindível nas ações governamentais contra a Covid-19, com a viabilização de contratações em massa para a construção de hospitais de campanha, ampliação de leitos em tempo recorde, compra de medicamentos e a contratação de profissionais de saúde para atuar nas novas estruturas.

Outrossim, os membros das procuradorias foram essenciais para a manutenção das medidas preventivas impostas pelos entes federativos através da defesa judicial em processos em que se buscava o cancelamento do lockdown e de medidas restritivas impostas pelo Poder Público. Nas milhares de ações questionando as referidas medidas, foi necessário muito estudo e empenho para convencer os órgãos do Poder Judiciário, pois havia conflito de direitos fundamentais em jogo.

Destarte, em relação à vacinação, a atuação da Advocacia Pública também foi fundamental, pois a escassez do ativo fez com que os laboratórios realizassem exigências para comercialização, que muitas vezes iam de encontro com as legislações que versam sobre licitações e contratos administrativos.

Mais uma vez, foi necessária uma resposta rápida e eficiente desta função essencial à justiça, que apesar das dificuldades, ajudou o Brasil a figurar entre os seis primeiros no ranking geral de vacinação e com previsão de adquirir milhões de doses nos próximos meses.

Por oportuno, a maioria dos órgãos da Advocacia Pública em nível federal, estadual e municipal tem déficit de servidores em relação ao total de cargos da carreira, o que gera uma grande carga de trabalho, que se soma à enorme responsabilidade do exercício da função pública.

Sendo assim, utilizo este artigo como homenagem a todos os membros da Advocacia Pública por este dia especial e me sinto orgulhoso e feliz por integrar os quadros desta carreira.

Igor Veiga Carvalho Pinto Teixeira é Procurador do Estado de Mato Grosso, advogado, Ex-Procurador do Estado da Bahia, Especialista em Direito Tributário e Constitucional, Membro da Comissão do Advogado Público da OAB/MT e Membro da Diretoria da Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso – Apromat.

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