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Com pandemia, líderes têm que estar preparados para realizar mudanças com resultados e engajamento em suas empresas

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Autora: Niviani Rudek –

A pandemia trouxe um cenário de mudança geral para a sociedade e, para o mundo corporativo, não foi diferente. Diante da necessidade de tantas transformações com o atual momento, o papel do líder na empresa se tornou ainda mais estratégico. Ainda que com adaptações, a liderança em uma empresa tem se mostrado cada vez mais essencial no sentido de provocar as mudanças necessárias para a atuação da empresa não apenas em projetos específicos, mas em relação ao funcionamento de todas as suas atividades. Essa função também passou a exigir novas capacidades e habilidades para conduzir os colaboradores no atual cenário.

Uma pesquisa da consultoria Olivia com 150 executivos de sete países da América Latina apontou que para 63% deles a crise acelerou transformações dentro da empresa. Entre as principais competências necessárias apontadas para os líderes estão a criatividade (67%) e a gestão de mudanças (59%). Entre os principais processos a serem desenvolvidos está a liderança de equipes virtuais (68%) e entre os desafios a habilidade para gestão virtual de equipes (58%) e a manutenção do engajamento da equipe (57%).

O fato é que a pandemia tem provocado uma transformação no mundo corporativo com grande agilidade e, portanto, se fazem ainda mais necessários líderes que consigam lidar com o dinamismo das mudanças, com a possibilidade de integrar suas equipes mesmo à distância e ainda conduzir processos que ofereçam resultados para as empresas. Afinal, com as transformações contínuas, é preciso estar preparado para mudar os rumos de ideias e projetos e até mesmo de planejamentos necessários para a empresa de forma organizada e ágil.

A gestão de mudanças apontada na pesquisa visa reduzir o impacto das novidades, diminuindo a resistência dos colaboradores e trazendo maior engajamento. Mas esse é um processo longo, que exige um trabalho em equipe e muito preparo por parte dos líderes. E isso não vale apenas para o presidente ou diretores de uma empresa, mas também para gerentes, coordenadores ou mesmo líderes em pequenos grupos ou em projetos pontuais.

Baseado em um levantamento da empresa Prosci, trago algumas competências que os líderes precisam desenvolver e que são essenciais para a gestão de um projeto ou mesmo do dia a dia das equipes ou da empresa como um todo.

A comunicação é um item fundamental e contínuo nesse processo, afinal, o colaborador precisa entender qual o objetivo de uma determinada mudança, quais as metas a serem atingidas e onde se quer chegar. É preciso que o colaborador compreenda a importância do projeto e o seu papel nesse processo para que haja engajamento e, dessa forma, ele se sinta motivado a produzir com mais qualidade. Para isso, o líder deve estar preparado para argumentar e oferecer suporte a uma determinada mudança. Mas é importante ficar claro que o próprio líder precisa acreditar e estar engajado com o projeto para que o efeito seja o esperado entre os colaboradores.

Com a consciência da importância de uma determinada mudança, o líder deve treinar seus colaboradores, transmitindo seus conhecimentos no processo. Em um momento de distanciamento social, conversas individuais por ferramentas de vídeo, mensagens ou por telefone podem ser importantes ferramentas. O líder mais próximo da equipe é aquele com melhores condições de verificar o andamento de um determinado projeto, com o acompanhamento de atividades e de desempenho. Cabe a ele também identificar problemas e resistências individuais ou coletivas que podem estar impedindo a equipe de alcançar os caminhos para os melhores resultados. Para isso, o diálogo é imprescindível, inclusive com outros líderes da empresa e colaboradores que não estejam envolvidos em determinado projeto.

O momento atual exige diversos tipos de habilidades para os líderes. E nem sempre estamos preparados ou temos condições para lidar com todas elas. Poder contar com a ajuda de uma equipe especializada em gestão de mudanças que não esteja internalizada na própria empresa pode ser uma saída interessante para o negócio. Afinal, o olhar de fora de alguns profissionais preparados com estratégias de comunicação, gestão de pessoas e indicadores de desempenho, podem identificar problemas que não são facilmente perceptíveis ou que encontram dificuldades de serem superados. O trabalho de gestão de mudanças também pode colaborar para potencializar e preparar melhor os líderes nesse processo. Por isso, estar atento às necessidades e demandas da empresa e buscar um rumo para solucioná-lo é essencial. Afinal, em um período de tantas transformações, quem não implementar mudanças contínuas e não tiver capacidade de se adaptar aos desafios pode ficar para trás.

Niviani Rudek é diretora de operações da Gateware.

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Pacientes ou clientes?

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Autor: Manoel Vicente de Barros –

Com a crescente demanda pela humanização dos sistemas de saúde, algumas práticas e termos rotineiros passam a ser analisados sobre uma nova ótica, mais questionadora. Um ponto talvez nunca questionado se tornou fonte de debate: quem usa um serviço de saúde é paciente ou cliente?

Essas duas denominações influenciam como a pessoa será abordada e cuidada, com vantagens e desvantagens.

Nós, médicos, historicamente utilizamos o termo paciente. Essa escolha pode carregar a imagem equivocada de que quem procura uma unidade de saúde deve estar conformado em esperar, aguardar, sendo paciente com qualquer atendimento que venha a receber.

De maneira alguma o vocábulo é o causador dos péssimos serviços públicos e particulares que recebemos, eles são ruins por falta de competência ou recursos, mas é uma triste coincidência cobrar de pacientes que tenham paciência.

A verdade é que bons profissionais enxergam o paciente como alguém momentaneamente fragilizado, que precisa de amparo, em uma visão individualizada e respeitosa.

Em contraposição à paciente, surge a imagem do cliente.

O cliente tem um papel muito mais ativo na relação de cuidado, ele é melhor atendido, afinal, ninguém quer deixar um cliente esperando. Todo estabelecimento quer atender as necessidades dos clientes, pois esse tem escolha de buscar outro prestador de serviço, melhor e mais eficiente.

Essa visão tira da zona de conforto aqueles que não se importam com a qualidade do atendimento, e se você já utilizou serviços de saúde, sabe do que estou falando. Clientes fazem reclamações, exigem, elogiam e participam da construção do serviço que é feito para eles.

O ponto de conflito acontece porque com o paciente as orientações médicas podem, eventualmente, contrariar suas expectativas, mas são para o seu bem. O cliente não pode ser contrariado, ele é um consumidor, o pagador, e no comércio, o cliente tem sempre razão.

Quando pacientes exigem que seja feito um exame ou que seja prescrito um antibiótico, eles estão agindo como clientes exigentes e podem tomar péssimas decisões, pois simplesmente não detém conhecimento em saúde. Nesse momento, a autoridade do carimbo precisa se impor e ser respeitada, goste ou não.

Sua avó sabia que para perceber febre o melhor era colocar a mão sobre a testa e todo paciente é orientado a medir sua temperatura nas axilas. É impossível detectar febre a partir da temperatura das mãos, então lojas, shoppings e locais de trabalho que fazem isso não priorizam sua saúde, eles querem te agradar como a um cliente.

Ao procurar orientação e tratamento existe a chance de ser contrariado, alguns remédios são amargos, mais necessários. Trazer a lógica do comércio e exigir medicamentos e exames como quem vai à padaria certamente te fará mal.

Pacientes merecem respeito, serem ouvidos e bem tratados. Hospitais, clínicas e profissionais precisam atender melhor seus clientes, nós já percebemos isso.

Progressivamente os serviços de qualidade vão ganhando espaço. Seja exigente, mas tome cuidado, pois clientes impacientes correm o risco de receber o que querem ao invés daquilo que realmente precisam.

Manoel Vicente de Barros é Psiquiatra em Cuiabá e atua no tratamento de Depressão e Ansiedade, CRM 8273, RQE 4866.

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