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Bruno Costa Álvares Silva: – Fiquem em Casa!

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                         Fiquem em Casa!

Autor: Bruno Costa Álvares Silva

São tempos atribulados e os desafios que se colocam a nossa frente são absolutamente novos e as respostas que temos de dar aos problemas trazidos pela pandemia precisam ser rápidos e eficazes para que consigamos superar esta crise.

Hoje, em razão do fácil contágio, todo brasileiro e brasileira é um grande responsável por toda a nossa sociedade. Não há meio termo possível, você pode ser um salvador de vidas ou causar a morte de um número absolutamente impensável de vítimas.

O Escritório Vaucher e Álvares está trabalhando assiduamente para fazer sua parte em regime de home office. Por outro lado, estamos trabalhando ativamente para atender as demandas de nossos clientes, sobretudo nos problemas relacionado a dispensa dos grupos de risco, o isolamento social, a necessidade de suspensão do atendimento ao público e a garantia das condições de trabalho.

Lamentavelmente, a situação é extremamente delicada. Não estávamos preparados para lidar com os problemas de saúde do nosso cotidiano e, apesar da chegada do Corona Vírus no Brasil ser inevitável, ninguém se preocupou com sua chegada.

A situação se agravou ainda mais porque governos encamparam há muito tempo um sucateamento dos serviços públicos. Temos um verdadeiro desmonte do Estado e da seguridade social conforme Previsto na Constituição de 1988, que inclui, previdência social, assistência social e saúde.

Contudo, esse projeto ganhou forças no Governo Bolsonaro. Foram promovidas mudanças drásticas que provocaram colapso em várias áreas. Sabemos que os INSS não estava conseguindo atender as demandas, e, em consequência da Emenda Constitucional que havia imposto o teto do limite de gastos, a saúde já tinha seus recursos escassos. Parte desse processo foi criticar e acabar com a imagem dos servidores públicos.

Mas, a força da natureza, talvez por si mesmo em protesto, colocou em cheque todo esse projeto de desmonte. Já se sabe que a economia entrou em colapso e as previsões de crescimento econômico se reduziram a nada. A população não tem a quem recorrer senão ao Estado que terá que dar conta de atender a população doente por meio do Sistema Único de Saúde e seus servidores.

Bancos públicos darão linhas de crédito e prorrogarão pagamentos, o INSS adiantará o pagamento de décimo terceiro. O SUS, com sua debilitada estrutura, terá de dar conta do atendimento a população.

Embora as necessidades mais urgentes não permitam que façamos uma avaliação objetiva e criteriosa da situação, é certo que o papel do Estado para sociedade brasileira será colocado a prova. O desafio é direto e específico.

Serão nossas instituições: Poder Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e ainda OAB e Conselhos Profissionais e sociedade civil organizada, capazes de garantir que tenhamos gestão competente em meio ao caos instalado pela Pandemia?

Eu quero ser otimista e dizer sim! Nesse momento não concordo com a postura de nossos Governantes, o Presidente e o Governador, reticentes e ineficazes na adoção de medidas práticas efetivas no combate ao contágio. O Governador falhou no primeiro decreto sobre a pandemia e falhou novamente tentando consertar o erro.

Considerando a fragilidade do SUS e sua notória falta de estrutura, a resposta mais inteligente sem dúvida é o isolamento social de forma inegociável, o alastramento do vírus só poderá ser contido desta forma e, verdade seja dita, a rede de atendimento em saúde, pública e privada não possui estrutura para atender toda uma população infectada.

Portanto, com exceção ao atendimento assistencial em saúde todos deveriam ficar em suas casas até que a situação possa ser controlada.

Temos que fazer nossa parte enquanto sociedade. Neste momento é a atitude de cada cidadão que irá determinar quantas vidas serão poupadas. Temos de contar com a competência e preparo de quem entende do que está acontecendo, os trabalhadores da saúde ariscarão suas vidas para atender aos doentes, e nós devemos honrar seus esforços obedecendo às suas recomendações, sobretudo, a de manter o isolamento social. Fiquemos em casa!

Enquanto essa tempestade não passa, estaremos de plantão esclarecendo as dúvidas e tomando todas as providências ao nosso alcance e que se mostrem necessárias à preservação do direito dos trabalhadores.

BRUNO COSTA ÁLVARES SILVA, Inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil sob o nº. 15.127, Seccional de Mato Grosso. Graduado pela Universidade Federal de Mato Grosso. Mestrando em Política Social pela Universidade Federal de Mato Grosso. Atuante nas áreas do Direito Sindical, Público, Administrativo e Coletivo.

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João Carlos Marchesan: – A indústria precisa ser priorizada

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                A indústria precisa ser priorizada

Autor: João Carlos Marchesan

A Pandemia da Covid-19 impactou fortemente a indústria brasileira; em um momento onde começava a apresentar sinais de recuperação. Analisando o resultado da pesquisa “Indicadores Conjunturais da Indústria Brasileira de Máquinas e Equipamentos” referente ao mês de abril de 2020, juntamente com os dados da sondagem realizada no nosso setor sobre os impactos da Covid-19, os números deste mês vieram fortemente influenciados pelas restrições impostas pela pandemia.

Em abril/2020 a indústria de máquinas e equipamentos registrou queda de 27% no seu faturamento. Isto anulou todo o crescimento acumulado pelo setor no primeiro trimestre de 2020 que passou a acumular queda de 6,5%, em relação ao mesmo período de 2019.

O recuo ocorreu tanto nas vendas realizadas no mercado interno (-28,5%) quanto no mercado externo (-41,6%) na análise interanual.

A sondagem que fizemos no início do mês de maio, no entanto, revelou que as empresas têm observado restrições de abastecimento, mas que este não é o fator preponderante para a redução da atividade durante este período de quarentena.

O que tem levado alguns fabricantes de máquinas e equipamentos a paralisarem ou reduzirem suas atividades são outros fatores: cancelamento ou adiamento de projetos de investimento unilateralmente por parte dos seus clientes em razão da incertezas de ordem política e econômicas e a restrição da mão de obra em razão das políticas de afastamento adotadas pela própria empresa.

Diante deste cenário de crise, acreditamos que além das medidas internas adotadas pelas empresas, a indústria necessita de políticas públicas de curto prazo para minimizar os impactos sobre a demanda e a oferta mencionados, ou seja, ações que envolvem crédito, carga tributária, infraestrutura, governança da cadeia produtiva, gestão de custos e questões trabalhistas.

Com relação às políticas de longo prazo destacamos os seguintes desafios estruturais pelo lado da demanda: estabelecer dinâmica de crescimento sustentável, manter e criar empregos, políticas fiscais e tributárias harmonizadas com políticas monetárias, regime macroeconômico coerente com desenvolvimento. Do lado da oferta, para além de reduzir o Custo Brasil necessitamos de descentralizar o sistema financeiro, melhorar o suporte às pequenas e médias empresas, desonerar o investimento produtivo, financiar a modernização do maquinário nacional, reduzir burocracia, financiar as exportações e fortalecer o sistema nacional de inovação tecnológica.

Em contrapartida, a pandemia também revelou um lado positivo da indústria, a capacidade de responder rapidamente às dificuldades enfrentadas, o que poderá levar a uma transformação digital sem precedentes e sem volta. Uma tratativa inteligente da crise requer soluções ágeis e embasadas que prezem pelo entendimento entre funcionários, clientes, fornecedores e demais agentes da cadeia produtiva. Junto a sociedade, uma cooperação em torno de um objetivo comum de superação das dificuldades sanitárias, econômicas, políticas e sociais. Que estes aprendizados se multipliquem e orientem a nossa retomada pós pandemia.

Porque será necessário, findada a crise, estimular a demanda. Dificilmente este papel será exercido pelo setor privado após longo período de descapitalização.

O Governo precisará urgentemente retomar os investimentos públicos nas obras de infraestrutura, que estão paradas deste o início da crise da “Operação Lava Jato”, priorizando aquelas que já não dependem mais de projetos ou de licenciamentos. Também precisará priorizar a aprovação do Marco do Saneamento e do novo Marco Legal das PPP e concessões públicas para abrir espaço a iniciativa privada investir.

São medidas que, se bem coordenadas, poderão garantir a sustentabilidade das empresas e famílias durante a crise e alavancar os investimentos intensamente, tão logo a crise chegue ao fim.

João Carlos Marchesan é administrador de empresas, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ

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