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Atenção integral à saúde e sustentabilidade

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Autor: Roberto Barreto –

O modelo de desenvolvimento atual gera mudanças climáticas que impactam tanto as condições ecológicas quanto o bem-estar dos indivíduos. Daí a importância da responsabilidade ambiental individual e coletiva.

No caso dos estabelecimentos de saúde, já que zelam pelo bem-estar de seus pacientes, nada mais coerente do que minimizar o impacto causado ao meio ambiente e incentivar as pessoas a manterem hábitos mais sustentáveis.

Até pouco tempo atrás, a preocupação com a sustentabilidade era considerada um diferencial no mercado brasileiro. Entretanto, com a crescente conscientização do público, os diversos problemas enfrentados por todo o mundo em decorrência da falta de responsabilidade ambiental e as previsões alarmantes para um futuro próximo, adotar uma postura sustentável se tornou indispensável.

Ainda mais em se tratando de empresas prestadoras de serviços de saúde, que hoje para se estabelecerem no mercado precisam obrigatoriamente ter seus olhos voltados para a sustentabilidade e para a atenção integral à saúde do paciente. Ou seja, não se preocupar apenas com os lucros, mas com a promoção da saúde.

Pontuamos aqui cinco pilares fundamentais para a atenção integral à saúde, que nada mais é que a substituição de uma abordagem fragmentada do paciente por um olhar sistêmico que promova o bem-estar do indivíduo e da coletividade. São eles: educação em saúde, sustentabilidade, prevenção, diagnóstico e tratamento.

A educação em saúde pode ser implementada de diversas maneiras, entre elas a promoção de palestras, realização de campanhas – Outubro Rosa e Novembro Azul são exemplos clássicos -, abordagem de temas por meio de panfletos entre outros produtos físicos e, a mais rápida e eficaz no mundo atual – principalmente em tempos de pandemia e controle de aglomerações, que é o uso das redes sociais para a disseminação de informações sobre saúde.

Estas ações contribuem naturalmente para a prevenção, outro pilar da atenção integral à saúde, que chama a atenção para a importância das consultas regulares ao médico, check-ups anuais, vacinas em dia, rotina de exercícios físicos entre outros.

A prevenção passa necessariamente pelo pilar da sustentabilidade, que é o conjunto de ações que a empresa toma em respeito ao meio ambiente e o desenvolvimento da sociedade como um todo.

Neste item, estabelecimentos de saúde devem buscar o título de “empresa verde”, investindo em iniciativas como o uso da energia solar, coleta seletiva, estação de tratamento de resíduos, sistema de reaproveitamento da água das chuvas, uso de lâmpadas de LED de altíssima eficiência, conscientização dos colaboradores e pacientes sobre responsabilidade ambiental entre outras.

E daí vem os pilares do diagnóstico e tratamento, depois de feito tudo o que foi possível para evitar o adoecimento.

É fato que pessoas saudáveis são mais conectadas ao ambiente, que, se bem cuidado, potencializa benefícios físicos e mentais. Além disso, espaços em clínicas e hospitais inspirados na natureza revelam-se cada vez mais eficazes na melhoria da qualidade do atendimento e da vida de pacientes e familiares. Esse é o ciclo da atenção integral à saúde, modelo contemporâneo, mas que reflete aquele velho ditado popular:

É melhor prevenir do que remediar“.

Então, se nos preocupamos em preservar o meio ambiente, estamos também preocupados com a nossa saúde e de todos que habitam este planeta.

Roberto Barreto é gastroenterologista e endoscopista, empresário e vice-presidente da Sobed em MT

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Surto de Hepatite Infantil Aguda deixa países em alerta

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Autora: Mayara Meotti*

Você provavelmente já ouviu falar do surto de hepatite infantil aguda de causa desconhecida, que está ocorrendo em pelo menos 25 países, inclusive no Brasil, e vem causando preocupação.

Vamos começar explicando que a hepatite é uma inflamação do fígado causada por uma variedade de vírus infecciosos e agentes não infecciosos, existindo 5 cepas principais do vírus referidas como tipos A, B, C, D e E e que podem levar a sérios problemas de saúde, podendo ser fatais em alguns casos.

Estes casos de hepatite aguda de causa ainda desconhecida, ocasionam uma inflamação do fígado de forma abrupta, com enzimas hepáticas acentuadamente elevadas. Conforme o Instituto Butantan, o adenovírus foi detectado em pelo menos 74 casos; sendo que em 18 casos, testes moleculares identificaram a presença do adenovírus F tipo 41 e em 20 foi identificada a presença do SARS-CoV-2. Além disso, em 19 houve uma co-infecção por SARS-CoV-2 e adenovírus.

Segundo a OMS, os vírus comuns que causam hepatite viral aguda (vírus da hepatite A, B, C, D e E) não foram detectados em nenhum desses casos. Viagens internacionais ou conexões em outros países não foram identificados como fatores da doença. Sua real causa ainda está sob investigação pela OMS.

Por isso é fundamental que as vacinas contra alguns tipos de hepatite estejam em dia. Assim é possível descartar os vírus que a pessoa está imune e pesquisar a verdadeira causa da hepatite aguda.

Dados da OMS mostram que cerca de 4,5 milhões de mortes prematuras poderiam ser evitadas em países de baixa e média renda até 2030 por meio de vacinação, testes de diagnóstico, medicamentos e campanhas educativas.

A estratégia global da OMS, endossada por todos os Estados Membros, visa reduzir as novas infecções por hepatite em 90% e as mortes em 65% entre 2016 e 2030.

Portanto pais e mães não deixem de completar o ciclo vacinal de seu filho, você estará preservando a vida dele e a de vocês e ajudando o país a exterminar tipos de doenças que só com a prevenção podem ser evitadas.

*Mayara Meotti, enfermeira da Saúde Livre clínicas de vacinação

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