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Antonio Marcos Rodrigues: – Congresso Nacional indo na contramão até no combate do Coronavírus

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Congresso Nacional indo na contramão até no combate do Coronavírus

Autor: Antonio Marcos Rodrigues

Recentemente, o Brasil iniciou sua batalha à pandemia do Coronavírus que tem desafiado a capacidade de resposta do Estado e seus sistemas de saúde.

Mesmo envolvidos em diversas frentes de trabalho para o enfrentando da doença, mais uma vez, os servidores públicos novamente travam uma batalha com a desvalorização pleiteada pelo Congresso Nacional.

Na contramão do reconhecimento internacional vivenciado durante a crise instalada, o Governo Brasileiro sinaliza através de uma Proposta de Emenda a Constituição a redução salarial para o servidorismo público.

Aproveitando-se do caos, a PEC Emergencial caminha a passos longos no Congresso e visa reduzir a jornada de trabalho e o salário em 25% dos servidores públicos do Poder Executivo.

Enquanto, os servidores dos Poderes Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas, foram dispensados de suas jornadas ou mantém-se trabalhando em casa (Home Office), os servidores do Poder Executivo serão penalizados mesmo sendo responsáveis por serviços decretados como essenciais à população pelo Governo Federal.

A exemplo de Mato Grosso, os servidores do executivo estão com salários congelados, incluindo lei de carreiras e a Revisão Geral Anual (RGA com perdas acumuladas de 10,3%, até agora), diferentemente dos colegas dos demais poderes que receberam a correção da inflação normalmente.

Só nos resta nos mobilizarmos e não deixarmos que sejamos desvalorizados desta maneira pelo simples argumento que, como as empresas privadas estão autorizadas a reduzir até 50% a jornada e os salários de seus funcionários, o poder público também deve dar o exemplo.

E como tudo que vem de mal exemplo do poder executivo federal é adotado pelos estaduais como foi a alíquota da previdência de 14%, então não é difícil imaginar o que pode acontecer com os servidores estaduais.

Vale lembrar que, com a redução dos vencimentos dos servidores em 25%, o setor d e comércio e serviços será diretamente atingido, uma vez que serão menos alunos em escolas particulares, menos produtos adquiridos, entre outros.

Antonio Marcos Rodrigues é Engenheiro Agrônomo, atuando como Fiscal Estadual de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Mato Grosso do INDEA-MT, desde 2003, e servidor público há 19 anos.

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Márcia Bezerra: – Precisamos reaprender a aprender!

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           Precisamos reaprender a aprender!

Autora: Márcia Bezerra

Lidar com a Era da Informação, viver diferentes crises (sociais e políticas) reaprender, reinventar, inovar são desafios coletivos.

Neste novo mundo é preciso desenvolver e promover diferentes habilidades, como a autonomia, uma capacidade que precisa ser vivenciada.

Estudos internacionais revelam que quem desenvolve criatividade, cooperação, autoconhecimento e resiliência está mais preparado para construir relacionamentos, continuar estudando, procurar estabilidade, equilíbrio e cuidar da sua saúde, afirma Simone André, gerente-executiva de Educação do Instituto Ayrton Senna.

Para enfrentar os desafios do século 21 não basta frequentar as aulas (presenciais ou remotas) e decorar conteúdo. É preciso mais. Uma das habilidades necessárias é a de aprender a aprender. Ou seja, de maneira autônoma, construída no decorrer de sua experiência escolar, o estudante precisa saber não só o que, mas também como estudar.

Trata-se de desenvolver capacidades para você aprender como disciplina, foco, precisão. E isso pressupõe criatividade, responsabilidade e concentração, explica o professor Sergio Ferreira do Amaral, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Aprender a aprender é a autonomia do estudante em gerir sua própria aprendizagem. Não basta mais ficar sentado na sala de aula, recebendo os conteúdos e sentir que o trabalho todo está feito ao estudar para uma prova. O aluno vai sendo preparado para assumir um papel de protagonista, sabendo identificar aquilo que é de seu interesse.

Entre as muitas incertezas trazidas pela Pandemia de Covid-19, um fato está dado: a escola não será mais como antes. A suspensão das aulas presenciais convocou gestores e professores a repensarem modelos e estratégias de ensino e aprendizagem. E colocou os alunos para desempenhar papéis mais ativos na construção de seu conhecimento.

Colocou as famílias como colaboradoras desse processo que, hoje, acontece no espaço da casa. Além disso, reiterou a importância de pensar uma pedagogia contemporânea, que considere e integre as tecnologias digitais ao ensino. Esses aprendizados não deverão se perder.

Os professores têm se mostrado competentes na ação contínua de reinventar novas técnicas e de usar diferentes metodologias para proporcionar experiências, propor desafios, interagir com os alunos e, também, de achar soluções.

Através das dificuldades, nos unimos para levar adiante nossa missão. Ficou claro que não conseguimos nada sozinhos e que voltar nosso trabalho para o desenvolvimento de crianças felizes, potentes e livres, com autonomia de escolha e bem preparadas, é nossa maior realização.

Márcia Bezerra é pedagoga com especialização em Psicopedagogia e Diretora Geral da Escola Chave do Saber (ECSA), em Cuiabá.

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