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André Maia: – Incoerências da Coronel

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             Incoerências da Coronel

Autor: André Maia

Neste artigo venho apresentar os argumentos e entendimentos de muitos direitistas sobre a figura política da “Coronel Fernanda” e sua desastrosa campanha eleitoral.

A desconfiança em relação a ela começa por quem a indicou para o presidente Jair Bolsonaro: Victório Galli. O Galli foi denunciado para todo o Estado de Mato Grosso em um caso envolvendo funcionários fantasmas. Na eleição passada, em vídeo, disse que não coligou com partidos de esquerda a pedido do presidente da República. Também disse que estaria bem na chapa de Mauro Mendes, não parece à conduta de um direitista.

A desconfiança aumentou após declarações da então candidata para veículos de comunicação, “onde afirma que estuprador de menores deve receber tratamento psicológico. Além de absurda, a ideia não tem apoio de um único estudo que dê respaldo. Suas declarações notadamente feministas desnudam sua ideologia.

Outro ponto importante são as pessoas com quem se relaciona. Seu marido pedia votos para o senador Wellington Fagundes, que em 2018 disputou o governo de Mato Grosso, e para uma candidata ao Senado do PCdoB. Enquanto trabalhávamos para eleger conservadores, o marido da Coronel pedia votos para a esquerda.

Sua campanha foi baseada na intimidação e menosprezo, seus apoiadores próximos praticaram patrulhamento nas redes sociais, denegrindo a imagem de qualquer um que não apoiava sua candidata, seja eleitor ou candidato. Chamando de traidores, coagindo as pessoas com constrangimento. Se denunciássemos o passado da Coronel, suas amizades e apoios, éramos ameaçados de processo judicial.

Algo curioso é o desprezo que o pessoal da Coronel tem com a lógica. Muitos casos aconteceram de modo semelhante. Por muitos meses depreciaram o nome da dra. Selma Arruda, um dia, para credibilizar o marido da Coronel, mostram um vídeo onde Selma declarava apoio a ele. Passaram a campanha toda tentando destruir a imagem do candidato José Medeiros, diziam que é esquerdista, “cavalo de tróia”….Na reta final da campanha fizeram massiva publicidade do interesse em “unir a direita”, pedindo que Medeiros apoiasse a Coronel, mudam de opinião como mudam de roupa.

Sob protestos de seus correligionários de Lucas do Rio Verde, os representantes do partido Patriota daquela cidade, a Coronel fez acordo para apoiar um político tido como comunista e declaradamente opositor ao atual Governo Federal.

Sobre o candidato Reinaldo Morais, tentaram descredibilizar por ser bem sucedido, como se isso fosse desabono de sua trajetória, desprezaram o mérito.

Enganaram o Bolsonaro e parece que ele sente isso. Tanto é que na live onde ele declara seu apoio à Coronel, diz também que há outros “dois bons nomes” concorrendo na disputa para o Senado. Também diz que a apoia porque ela pediu primeiro. Acho que quando o presidente citou “dois nomes”, se referia a Reinaldo Morais e José Medeiros. Deixando aberta a ideia de que poderia ser um dos dois recebendo seu apoio, se tivessem “pedido” primeiro.

Mais uma coisa que considero importante é o uso do Fundão Eleitoral, do qual o presidente disse para ninguém usar. Os atuais apoiadores da Coronel estiveram contra a votação que liberou bilhões para o Fundão Eleitoral, mas hoje, fingem não saber que a Coronel está usando sem dó. É o meu e seu dinheiro que ela torrou para se promover.

Muitos já traíram o apoio do presidente Jair Bolsonaro, dessa vez parece que a história se repetiu.

André Maia, eleitor e militante de direita

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Cássio Faeddo: – Populismo racial

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                                 Populismo racial

Autor: Cássio Faeddo

Quem são os responsáveis pelos assassinatos recorrentes de pretos e pobres no Brasil? A violência instrumentalizada parece ter tomado conta do país, ora por ações do Estado, ora por prepostos de empresas privadas, e mesmo entre particulares. O fato é que todos estamos estarrecidos com a banalização da morte.

Nas lições de Agambem, no Homo Sacer, se em Atenas antiga o cidadão fazia política por ser cidadão, no mundo atual, a política decide quem é cidadão e quem pode fazer política.

Não passou ao largo o fato de que tão logo o trágico assassinato de um cidadão brasileiro ocorre em Porto Alegre, na véspera do Dia da Consciência Negra, ato contínuo, as mais importantes autoridades emitiram seus comunicados repudiando e aderindo ao combate do chamado racismo estrutural. Muito confortável, parece.

Mas quais não seriam as raízes do racismo estrutural senão o arcabouço jurídico perverso criado pelos legisladores para terrificar os mais pobres.

Quem produziu um texto vergonhosamente inconstitucional denominado reforma trabalhista? Porque a Constituição de 1988, artigo , caput, dispõe claramente sobre a criação de direitos que melhorem a condição dos trabalhadores, não em prejuízo destes.

E o que vimos? Sob a mentira da criação de milhões de empregos, surgiram, dentre outras novas mazelas: a blindagem patrimonial de maus pagadores, escondidos na dificuldade imposta aos trabalhadores; dificuldades processuais para desconsiderar a personalidade jurídica; imposição de custas; limites mínimos de ganhos para pagamento de custas e honorários em 40% do teto da Previdência; contrato de trabalho intermitente e precário, ilustrativamente, tudo sob o falso manto da modernização.

O que fizeram, a não ser coisificar como mero fator de produção o perverso conceito de homem/hora/trabalho com a banalização em acordos individuais do horror do banco de horas?

Quem se beneficia em entender intervalo sonegado como hora indenizada dos minutos que faltarem? Tese derrotada nos tribunais que por canetada virou lei. Quem poderia ser tão mesquinho?

Qual magistrado não se envergonhou da primeira sentença que impôs custas a um infeliz bancário, em uma sentença claramente nula, por tornar-se pública em um sábado e de ação anterior à reforma?

Regozijam-se alguns altos juízes ao imporem custas e honorários mesmo aos beneficiários da justiça gratuita.

Não foram seguranças assassinos que legitimaram a terceirização irrestrita e o trabalho de trabalhadores descartáveis de aplicativos.

Também não foram seguranças de supermercado que reformaram o Regime Geral da Previdência, mesmo sabendo que os privilégios não estão localizados nesse regime. Quem defendeu distribuir miséria para viúvas e deficientes?

Quem negou o racismo, interpretou lei a favor de poderosos, mentiu e roubou dos pobres ou legislou para interesses da elite?

Temos então, mais concentração de renda, e o pobre, temeroso, mais pobre.

Portanto, todas as forças políticas têm responsabilidade pelo racismo, preconceito, pobreza, má distribuição de renda, e por nossas tragédias de cada dia.

Cássio Faeddo – Mestre em Direitos Fundamentais pelo UNIFIEO. Especialização em Direito do Trabalho, Processo do Trabalho. Graduado em Direito pela Universidade Paulista (1994). Graduado em hotelaria pela Faculdade de Tecnologia Hebraico Brasileira Renascença (1987). Atuação no ensino por 15 anos para Administração Hoteleira e na disciplina de Direito nos cursos de Administração e Hotelaria. Atuou como executivo na área da administração hoteleira por 17 anos. Advogado militante nas áreas de Direito do Trabalho e Direito Empresarial. Articulista de política e direito em diversos veículos de comunicação. MBA em Relações Internacionais na Fundação Getúlio Vargas.

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