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A importância da Fitoterapia em tempos de pandemia

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Autora: Isanete Bieski –

A pandemia do Coronavírus vem a cada dia, registrando o aumento de óbitos decorrente a COVID-19. Sabemos que ainda não existe tratamento específico e efetivo contra esse vírus, e de forma alternativa é possível lançar mão da fitoterapia, como forma de auxiliar a terapia adotada em casos sintomáticos da doença.

Quando falamos de fitoterapia, nos referimos ao uso seguro e racional das plantas medicinais e fitoterápicos com evidências científicas já validadas para os agravos desencadeados pelo Coronavírus. Recentemente um artigo foi publicado no Journal of Clinical Medicine e intitulado: Fitoterapia para o tratamento da doença coronavírus 2019 (COVID-19): uma revisão sistemática e metanálise de ensaios clínicos randomizados“.

Eu, Dra. Isanete Bieski, enquanto especialista na área da Fitoterapia, preciso alertar a população sobre o uso seguro e racional das plantas medicinais, produto do conhecimento milenar e que vem sendo utilizado de forma irresponsável por muitas pessoas. Conforme resultados estatisticamente significativos citados no artigo observa-se que ensaios clínicos randomizados de muitas plantas medicinais e fitoterápicos podem diminuir a tosse, inflamação, processos infecciosos, conforme se observou dados significativos da terapia combinada de fitoterapia com a medicina ocidental, revelando assim um papel potencial da fitoterapia no tratamento da COVID-19. Porém são necessárias muitas outras pesquisas com ensaios clínicos randomizados para validar ainda mais a eficácia e os eventos adversos da fitoterapia no tratamento de COVID-19, e para isso precisamos de mais profissionais habilitados para tal, então fica o alerta para que mais farmacêuticos venham atuar nessa importante área.

Isanete Bieski é farmacêutica, bióloga e química, possui sete especializações em diversas áreas, mestrado, doutorado em Ciências da Saúde e pós-doutorado em Etnobotânica de Plantas Medicinais pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Experiências há mais de 20 anos na área de Fitoterapia pública e privada.

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Pacientes ou clientes?

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Autor: Manoel Vicente de Barros –

Com a crescente demanda pela humanização dos sistemas de saúde, algumas práticas e termos rotineiros passam a ser analisados sobre uma nova ótica, mais questionadora. Um ponto talvez nunca questionado se tornou fonte de debate: quem usa um serviço de saúde é paciente ou cliente?

Essas duas denominações influenciam como a pessoa será abordada e cuidada, com vantagens e desvantagens.

Nós, médicos, historicamente utilizamos o termo paciente. Essa escolha pode carregar a imagem equivocada de que quem procura uma unidade de saúde deve estar conformado em esperar, aguardar, sendo paciente com qualquer atendimento que venha a receber.

De maneira alguma o vocábulo é o causador dos péssimos serviços públicos e particulares que recebemos, eles são ruins por falta de competência ou recursos, mas é uma triste coincidência cobrar de pacientes que tenham paciência.

A verdade é que bons profissionais enxergam o paciente como alguém momentaneamente fragilizado, que precisa de amparo, em uma visão individualizada e respeitosa.

Em contraposição à paciente, surge a imagem do cliente.

O cliente tem um papel muito mais ativo na relação de cuidado, ele é melhor atendido, afinal, ninguém quer deixar um cliente esperando. Todo estabelecimento quer atender as necessidades dos clientes, pois esse tem escolha de buscar outro prestador de serviço, melhor e mais eficiente.

Essa visão tira da zona de conforto aqueles que não se importam com a qualidade do atendimento, e se você já utilizou serviços de saúde, sabe do que estou falando. Clientes fazem reclamações, exigem, elogiam e participam da construção do serviço que é feito para eles.

O ponto de conflito acontece porque com o paciente as orientações médicas podem, eventualmente, contrariar suas expectativas, mas são para o seu bem. O cliente não pode ser contrariado, ele é um consumidor, o pagador, e no comércio, o cliente tem sempre razão.

Quando pacientes exigem que seja feito um exame ou que seja prescrito um antibiótico, eles estão agindo como clientes exigentes e podem tomar péssimas decisões, pois simplesmente não detém conhecimento em saúde. Nesse momento, a autoridade do carimbo precisa se impor e ser respeitada, goste ou não.

Sua avó sabia que para perceber febre o melhor era colocar a mão sobre a testa e todo paciente é orientado a medir sua temperatura nas axilas. É impossível detectar febre a partir da temperatura das mãos, então lojas, shoppings e locais de trabalho que fazem isso não priorizam sua saúde, eles querem te agradar como a um cliente.

Ao procurar orientação e tratamento existe a chance de ser contrariado, alguns remédios são amargos, mais necessários. Trazer a lógica do comércio e exigir medicamentos e exames como quem vai à padaria certamente te fará mal.

Pacientes merecem respeito, serem ouvidos e bem tratados. Hospitais, clínicas e profissionais precisam atender melhor seus clientes, nós já percebemos isso.

Progressivamente os serviços de qualidade vão ganhando espaço. Seja exigente, mas tome cuidado, pois clientes impacientes correm o risco de receber o que querem ao invés daquilo que realmente precisam.

Manoel Vicente de Barros é Psiquiatra em Cuiabá e atua no tratamento de Depressão e Ansiedade, CRM 8273, RQE 4866.

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