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A colocação da prótese de silicone tira a sensibilidade nos seios?

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Autor: Benedito Figueiredo Junior*

Essa é uma das perguntas que por vezes já ouvi no meu consultório. Vamos lá as respostas possíveis.

É preciso que a paciente entenda que cada organismo reage de um jeito diferente. É muito individual. Cada mulher é única.

Isso quer dizer que embora algumas mulheres que colocam silicone continuem com a mesma sensibilidade de antes, outras podem observar algumas mudanças maiores em seus seios.

Também alguns fatores técnicos interferem na sensibilidade. Logo após a cirurgia de colocação de prótese, há possibilidade de alteração temporária na sensibilidade dos seios e das aréolas, como se fosse uma dormência.

Há relatos de perda total de sensibilidade nas mamas por um período que pode ser de semanas ou meses conforme o organismo da paciente, mas depois volta a normalidade. Isso vai acontecer tanto por conta da anestesia quanto pelo procedimento em si.

Outro fator é a qualidade da pele. Se muito fina, pode sentir uma diferença na sensibilidade no bico da mama após silicone.

Também pode se perder a sensibilidade se a prótese escolhida for de volume muito grande, por conta de um processo de alongamento e adaptação dos tecidos, causando perda na sensibilidade dos mamilos.

Nesse processo, a pele, a glândula mamária e as terminações nervosas serão muito pressionadas por esse “corpo estranho”.

Outra baixa na sensibilidade tem a ver com incisão pode onde a prótese é colocada. Colocar silicone pode alterar sensibilidade nos seios devido ao local da incisão

Nós sempre explicamos, aqui no blog, que existem três possibilidades para a colocação do silicone. Se for pelo mamilo a sensibilidade pode ser maior nessa região.

Portanto, antes de colocar as próteses nos seios tire todas as dúvidas com o cirurgião plástico que irá realizar a cirurgia.

E outra parte fundamental é seguir à risca as recomendações do médico no pós-operatório.

Afinal, a cirurgia para colocar silicone, apesar de ser um procedimento tranquilo, é sério e delicado, que precisa de acompanhamento médico. Geralmente esse desconforto pode variar de 6 a 18 meses, mas faça acompanhamento médico e não vá atrás de receitas caseiras.

*Benedito Figueiredo Junior é cirurgião plástico na Angiodermoplastic. CRM 4385 e RQE 1266.

Email: [email protected]

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Surto de Hepatite Infantil Aguda deixa países em alerta

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Autora: Mayara Meotti*

Você provavelmente já ouviu falar do surto de hepatite infantil aguda de causa desconhecida, que está ocorrendo em pelo menos 25 países, inclusive no Brasil, e vem causando preocupação.

Vamos começar explicando que a hepatite é uma inflamação do fígado causada por uma variedade de vírus infecciosos e agentes não infecciosos, existindo 5 cepas principais do vírus referidas como tipos A, B, C, D e E e que podem levar a sérios problemas de saúde, podendo ser fatais em alguns casos.

Estes casos de hepatite aguda de causa ainda desconhecida, ocasionam uma inflamação do fígado de forma abrupta, com enzimas hepáticas acentuadamente elevadas. Conforme o Instituto Butantan, o adenovírus foi detectado em pelo menos 74 casos; sendo que em 18 casos, testes moleculares identificaram a presença do adenovírus F tipo 41 e em 20 foi identificada a presença do SARS-CoV-2. Além disso, em 19 houve uma co-infecção por SARS-CoV-2 e adenovírus.

Segundo a OMS, os vírus comuns que causam hepatite viral aguda (vírus da hepatite A, B, C, D e E) não foram detectados em nenhum desses casos. Viagens internacionais ou conexões em outros países não foram identificados como fatores da doença. Sua real causa ainda está sob investigação pela OMS.

Por isso é fundamental que as vacinas contra alguns tipos de hepatite estejam em dia. Assim é possível descartar os vírus que a pessoa está imune e pesquisar a verdadeira causa da hepatite aguda.

Dados da OMS mostram que cerca de 4,5 milhões de mortes prematuras poderiam ser evitadas em países de baixa e média renda até 2030 por meio de vacinação, testes de diagnóstico, medicamentos e campanhas educativas.

A estratégia global da OMS, endossada por todos os Estados Membros, visa reduzir as novas infecções por hepatite em 90% e as mortes em 65% entre 2016 e 2030.

Portanto pais e mães não deixem de completar o ciclo vacinal de seu filho, você estará preservando a vida dele e a de vocês e ajudando o país a exterminar tipos de doenças que só com a prevenção podem ser evitadas.

*Mayara Meotti, enfermeira da Saúde Livre clínicas de vacinação

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