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7 atos detestados

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Autor: Francisney Liberato –

As sete atitudes imprudentes do ser humano que, ressignificadas, podem transformar a tua vida em uma vida de perfeição.

É sabido que Deus é amor e sempre deseja o melhor para os seus filhos. Quando o título apresenta a palavra detestar pode até soar estranho para algumas pessoas, já que Ele tem excelentes pensamentos sobre a nossa vida, porém o sentido é sobre atos que ofendem o caráter de Deus.

Também já assistimos filmes e relatos sobre os 7 pecados capitais como metáfora para falarmos sobre os desvios de conduta do ser humano. Expressão essa criada pela igreja católica. São estes os pecados capitais e fatais do ser humano: gula, luxúria, inveja, preguiça, ira, soberba e avareza.

Já neste texto, iremos discorrer sobre os 7 atos e atitudes que Deus não aceita do ser humano. São eles:

Orgulhoquando o ser humano quer ocupar o lugar de Deus, isso é orgulho. Em Provérbios fala em “olhar orgulhoso”, que é a demonstração que o ser humano quer estar acima do seu irmão, e, se puder, com um olhar vertical, ou seja, de cima para baixo. Com essa exaltação própria, não haverá espaço para humildade e confissão dos erros a Deus. Salmos 18:27, relata: Tu salvas os humildes, mas humilhas os orgulhosos”.
Mentirao Pai da Mentira nós conhecemos bem. Sabe quem é? Satanás. Ele influencia as pessoas a mentir sobre tudo e sobre todos. A sua intenção é enganar e ver o ser humano sofrendo. Essa operação é realizada por intermédio da língua, músculo pequeno, mas que tem enorme poder para desgraçar a vida das pessoas. Lembre-se: Deus é a verdade. Deus detesta mentiras, porém, devido a sua misericórdia, Ele ama o mentiroso, não as suas atitudes, e lhe concede oportunidades para abandonar esse mau caminho.
Assassino se Deus é vida, jamais vai permitir e aceitar decisões equivocadas do ser humano para tirar a vida de outro indivíduo. As mãos de sangue, ou mãos sanguinárias, não são aceitas por Deus. Só Ele dá a vida, somente Ele permite que a vida se desfaça. E há uma agravante quando essas mãos imprudentes matam pessoas inocentes.
Mentalidade quiçá tenhamos uma mentalidade positiva e que visa ao bem das pessoas que estão ao nosso redor. Esse com certeza é o desejo de Deus para as nossas vidas. Porém, não é o que de fato acontece. Há indivíduos que, ao invés de planejar e executar o bem, vivem e dedicam tempo para pensar planos perversos contra outro ser humano. Use o seu cérebro para disseminar e planejar o bem, e não para se juntar a pessoas dessa estirpe que têm planos de maldade.
Maldade pessoas maldosas não têm aceitabilidade de Deus pelos seus atos. E se esses pés, que andam de um lado para outro, buscando e fazendo maldades contra o irmão, cuidado, Deus detesta essa atitude, e Ele está observando e anotando tudo o que acontece em sua vida. Em Isaías 59:7-8 diz: “Vocês correm para fazer o que é errado e se apressam para matar pessoas inocentes; vocês pensam somente em maltratar os outros e, por onde passam, deixam a destruição e a desgraça. Não conhecem o caminho da paz, e todas as suas ações são injustas. Vocês preferem seguir caminhos errados e por isso não têm segurança”.
Falsidade o próprio nome já diz que se é falso não é verdadeiro, é como se fosse um produto do Paraguai, isto é, falsificado. Pode até parecer igual pelas características externas, no entanto, por dentro a sua funcionalidade não será a mesma de um produto original. Ao nosso redor há de ter, infelizmente, pessoas que transmitem mentiras e testemunham contra o outro. O testemunho falso é uma língua afiada e mentirosa que faz acusações infundadas. Isso é uma falta de consciência e respeito pela vida do ser humano. É necessário repensar as suas atitudes, antes que seja tarde demais. A falsidade será descartada, similarmente a um produto da mesma natureza.
Briguentona minha infância, eu era esse tipo de pessoa que gostava de uma briguinha diária, mas graças a Deus essa fase passou. Com o tempo, vamos aprendendo a ter consciência do cenário e a ter o controle sobre as nossas emoções. Não é apenas brigar, mas também instigar e provocar outras pessoas, inclusive amigos, para brigarem.

Provérbios 6:16-19, assim descreve esses atos detestáveis por Deus:

Existem sete coisas que o Senhor Deus detesta e que não pode tolerar: o olhar orgulhoso, a língua mentirosa, mãos que matam gente inocente, a mente que faz planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que diz mentiras e a pessoa que provoca brigas entre amigos”.

Os versos bíblicos falam, sequencialmente, da utilização de: olhos, língua, mãos, cérebro, pés, falsidade e brigas.

Percebam que as 7 ações detestadas por Deus no ser humano passam por partes e ideias equivocadas do nosso corpo, que na minha concepção, são pedaços, parcelas, partes da nossa vida que são corrompidas aos poucos, até se chegar a um grau em que a recuperação do ser humano se torna mais difícil.

Vale enfatizar que esses pecados, ações e atos que desagradam a Deus começam de forma sensível, sorrateira e em parcelas pequenas em nossas vidas, e com o tempo ocupam os espaços, que jamais deveriam ocupar; já no futuro, somos escravos desses pecados.

Percebam que todos os atos listados estão ligados ao relacionamento interpessoal, ou horizontal, isto é, como lido e convivo com outro ser humano. Fácil não é, porém é necessário para se ter uma vida mais madura e que dê frutos.

Na Bíblia, o numeral 7 é símbolo de perfeição, já no nosso estudo, o 7 está relacionado com pontos negativos da vida do ser humano. Fazendo uma ressignificação e transmudando as ideias, é possível concluir como 7 pontos negativos que ocorrem na vida de boa parte dos seres humanos carecem de uma reflexão para se ter uma vida melhor e mais feliz, com perfeição.

Se o maior sábio de todos os tempos registrou essa mensagem na Palavra da Vida, é porque é necessário para o ser humano se aproximar mais de Deus e também dos seus próximos e semelhantes. Que possamos chegar ao patamar do número sete, com uma vida mais perfeita e que dê alegria e satisfação por todos nós!

Francisney Liberato é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor, Palestrante, Professor, Coach e Mentor. Mestre em Educação pela University of Florida. Doutor em Filosofia Universal Ph.I. Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT).

Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole”, “Fenomenal”, “Reinvente sua vida” e “Como passar em concursos – Vol. 1 e 2” e “Como falar em público com excelência”.

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Pacientes ou clientes?

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Autor: Manoel Vicente de Barros –

Com a crescente demanda pela humanização dos sistemas de saúde, algumas práticas e termos rotineiros passam a ser analisados sobre uma nova ótica, mais questionadora. Um ponto talvez nunca questionado se tornou fonte de debate: quem usa um serviço de saúde é paciente ou cliente?

Essas duas denominações influenciam como a pessoa será abordada e cuidada, com vantagens e desvantagens.

Nós, médicos, historicamente utilizamos o termo paciente. Essa escolha pode carregar a imagem equivocada de que quem procura uma unidade de saúde deve estar conformado em esperar, aguardar, sendo paciente com qualquer atendimento que venha a receber.

De maneira alguma o vocábulo é o causador dos péssimos serviços públicos e particulares que recebemos, eles são ruins por falta de competência ou recursos, mas é uma triste coincidência cobrar de pacientes que tenham paciência.

A verdade é que bons profissionais enxergam o paciente como alguém momentaneamente fragilizado, que precisa de amparo, em uma visão individualizada e respeitosa.

Em contraposição à paciente, surge a imagem do cliente.

O cliente tem um papel muito mais ativo na relação de cuidado, ele é melhor atendido, afinal, ninguém quer deixar um cliente esperando. Todo estabelecimento quer atender as necessidades dos clientes, pois esse tem escolha de buscar outro prestador de serviço, melhor e mais eficiente.

Essa visão tira da zona de conforto aqueles que não se importam com a qualidade do atendimento, e se você já utilizou serviços de saúde, sabe do que estou falando. Clientes fazem reclamações, exigem, elogiam e participam da construção do serviço que é feito para eles.

O ponto de conflito acontece porque com o paciente as orientações médicas podem, eventualmente, contrariar suas expectativas, mas são para o seu bem. O cliente não pode ser contrariado, ele é um consumidor, o pagador, e no comércio, o cliente tem sempre razão.

Quando pacientes exigem que seja feito um exame ou que seja prescrito um antibiótico, eles estão agindo como clientes exigentes e podem tomar péssimas decisões, pois simplesmente não detém conhecimento em saúde. Nesse momento, a autoridade do carimbo precisa se impor e ser respeitada, goste ou não.

Sua avó sabia que para perceber febre o melhor era colocar a mão sobre a testa e todo paciente é orientado a medir sua temperatura nas axilas. É impossível detectar febre a partir da temperatura das mãos, então lojas, shoppings e locais de trabalho que fazem isso não priorizam sua saúde, eles querem te agradar como a um cliente.

Ao procurar orientação e tratamento existe a chance de ser contrariado, alguns remédios são amargos, mais necessários. Trazer a lógica do comércio e exigir medicamentos e exames como quem vai à padaria certamente te fará mal.

Pacientes merecem respeito, serem ouvidos e bem tratados. Hospitais, clínicas e profissionais precisam atender melhor seus clientes, nós já percebemos isso.

Progressivamente os serviços de qualidade vão ganhando espaço. Seja exigente, mas tome cuidado, pois clientes impacientes correm o risco de receber o que querem ao invés daquilo que realmente precisam.

Manoel Vicente de Barros é Psiquiatra em Cuiabá e atua no tratamento de Depressão e Ansiedade, CRM 8273, RQE 4866.

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